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Piña Tropicana

pinatropicanaIngredientes

50 ml de Ypióca Prata
60 ml de suco de abacaxi
40 ml de água de coco
5 folhas de hortelã
1 picolé de limão

Modo de preparo

Em um copo longo com cinco cubos de gelo, coloque a Ypióca Prata, o suco de abacaxi, a água de coco e as folhas de hortelã. Mexa bem. Para finalizar, coloque um picolé de limão dentro do copo e sirva com canudo.

 

Receita da Ypióca.

 

Papagaio no copo

Da Costa Mediterrânea da França, o coquetel à base de anis e menta já voa por aí.

perroquettA Côte d’Azur, ou Riviera Francesa, é a rainha do glamour. Além do luxo de seus portos cheios de iates, dos hotéis clássicos e dos restaurantes irrepreensíveis, mantém a aura por ter seduzido artistas do calibre de Henri Matisse, Jean Cocteau e Pablo Picasso, por exemplo. Saint-Tropez, Cannes, Nice, Antibes, Monte Carlo e Marselha – a capital que centraliza a região e onde dizem ter surgido o pastis.

Se você pedir um por ali, ele virá com uma garrafa de água bem gelada do lado. A ideia é despejar quatro medidas de água para cada medida de pastis – e o líquido branco se torna turvo. Ou louche para os locais.

A bebida em si é uma mistura maravilhosa de aromas e sabores – com destaque para o anis. Sua receita é secretíssima, ainda que todo mundo saiba que sua nota primordial seja o anis-estrelado. Claro, pode haver algo de alcaçuz e de ervas provençais, como melissa e sálvia.

Reza a lenda que os soldados da Legião Estrangeira francesa usavam uma dose de pastis para um sem número de doenças. Mistérios à parte, em francês, um jeito de dizer “estou em apuros” é falar “je suis dans le pastis”. E sabe o quê? Pode ser uma referência ao seu passado sombrio, que o leva ao absinto, lá no século 19, que na época foi até chamado de fée verte (“fada verde”).

Quando digo sombrio, é porque a França se viciou em absinto. Por lá, o fi m do dia era a “hora verde” e, embora não possa ser culpado pela perda de orelha de Vincent Van Gogh nem à decadência de Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine, a bebida causou estragos. Tanto que nos anos 1920 era proibida, e foi aí que o empresário Ricard criou uma outra bebida de sabor anisado.

Voltamos ao nosso pastis. Fui muito longe, não? Talvez porque essa imagem de fada verde tenha fi cado no imaginário dos bon vivants da Riviera sob a forma de um drinque: Le Perroquet (ou “o papagaio”), provavelmente o mais conhecido e mais popular dos coquetéis à base de pastis.

Para fazê-lo, a maioria dos bares franceses mistura água, o spirit (daquele jeitinho já mencionado) e xarope de menta. Eis que surge uma fada! E ela virou loucura em toda a Côte d’Azur e celebra as maiores paixões francesas. Não sei se é o toque anisado do pastis ou o frescor da menta, mas ela se espalhou pelo mundo – a ponto de hoje surgirem cada vez mais coquetéis misturados aos anisados, seja pastis ou absinto.

O Perroquet, por exemplo, já saiu das fronteiras europeias. E, por aqui, dei um toque tupiniquim ao papagaio – um pouquinho de cerveja. Vá por mim, fica ainda melhor.

PERROQUET À BRASILEIRA

(1 taça)

INGREDIENTES

  • 20 ml de absinto ou pastis
  • 20 ml de suco de abacaxi
  • 10 ml de licor de menta
  • Cerveja clara para completar
  • 3 pedras de gelo

PREPARO
Em um copo de cerveja, colocar três cubos de gelo, o licor de menta, o suco e o absinto Completar com cerveja clara bem gelada, sem misturar, ficando verde embaixo e amarelo em cima Decorar com fatia de abacaxi, cereja e folhas da coroa do abacaxi presas com palito


DERIVAN FERREIRA DE SOUZA É O BARMAN MAIS PREMIADO DO BRASIL. ATUALMENTE FAZ SUAS ALQUIMIAS NO BAR NÚMERO, EM SÃO PAULO

FOTO CHICO MAX