Bom apetite, majestade!
J.A. Dias Lopes
Cinema e comida sempre se deram bem, sobretudo quando o filme explora situações nas quais os protagonistas vivem normalmente. Isso acontece no desenho animado Ratatouille, último sucesso internacional da Walt Disney Pictures, dos Estados Unidos, em exibição no Brasil. A fita se passa em um restaurante de Paris e gira em torno de Remy, um ratinho simpático que realiza o sonho de virar grande chef, contrariando a família e o fato de os roedores não terem o direito de freqüentar os ambientes dos humanos, especialmente as cozinhas.
Ratatouille é o prato da cozinha tradicional francesa, mais precisamente da Provença, que ele prepara para Anton Ego, temido crítico de gastronomia da cidade, conquistando seu aplauso. Leva cebola, tomate, pimentão verde e vermelho, abobrinha italiana, berinjela, alho, louro, tomilho e pimenta-do-reino, tudo alourado em bastante óleo de oliva. Compõe o couvert, quando fria; quente, acompanha peixes grelhados, aves assadas etc. O resto deixamos para o leitor descobrir na reportagem de capa, com texto deste redator, fotos de Codo Meletti e culinária de Pascal Valero, o chef que brilha no restaurante Le Coq Hardy, de São Paulo. Com ela, Gula volta a publicar a seção Receita de Cinema, lançada na edição 25.
Por falar na "sétima arte", temos ainda uma reportagem sobre o almoço que o genial cineasta italiano Michelangelo Antonioni, recentemente falecido, ofereceu a 29 de setembro de 2001, em sua casa de campo de Trevi, na Úmbria, ao amigo compositor e cantor Caetano Veloso. Era dia do aniversário do anfitrião, que completara 89 anos, mas a homenagem ao brasileiro ofuscou a comemoração. Na reportagem escrita por Alice Granato, com fotos de Anna Kahn e culinária de Francesco Carli, chef do restaurante Cipriani, no Rio de Janeiro, reconstituímos o clima simpático e três dos seis pratos da refeição. Só não conseguimos reproduzir o perfume emanado pelas oliveiras da propriedade.
Esta edição de Gula, modéstia à parte, esbanja charme. A jornalista espanhola Eva Celada, autora do livro Os Segredos da Cozinha do Vaticano (Editora Planeta do Brasil, 2007, São Paulo), estréia como nossa colaboradora enviando de Madri uma reportagem sobre as predileções gastronômicas de suas majestades o rei Juan Carlos, a rainha Sofia, seja no Palácio de La Zarzuela, na capital do país, seja na residência de verão em Palma de Mallorca. Perdoem- nos a ousadia, mas o ilustre soberano poderia ser leitor da Gula. Obviamente, ficaríamos honrados com sua distinção, até porque o consideramos um rei moderno. Também o estimamos por apreciar a fabada, o substancioso cozido de feijões e carnes do norte da Espanha, a tortilla de batatas, a paella e os pratos de arroz em geral. Além disso, ele entende de vinhos, possui uma adega qualificada e prefere os tintos. Bom apetite, majestade!
Ratatouille é o prato da cozinha tradicional francesa, mais precisamente da Provença, que ele prepara para Anton Ego, temido crítico de gastronomia da cidade, conquistando seu aplauso. Leva cebola, tomate, pimentão verde e vermelho, abobrinha italiana, berinjela, alho, louro, tomilho e pimenta-do-reino, tudo alourado em bastante óleo de oliva. Compõe o couvert, quando fria; quente, acompanha peixes grelhados, aves assadas etc. O resto deixamos para o leitor descobrir na reportagem de capa, com texto deste redator, fotos de Codo Meletti e culinária de Pascal Valero, o chef que brilha no restaurante Le Coq Hardy, de São Paulo. Com ela, Gula volta a publicar a seção Receita de Cinema, lançada na edição 25.
Por falar na "sétima arte", temos ainda uma reportagem sobre o almoço que o genial cineasta italiano Michelangelo Antonioni, recentemente falecido, ofereceu a 29 de setembro de 2001, em sua casa de campo de Trevi, na Úmbria, ao amigo compositor e cantor Caetano Veloso. Era dia do aniversário do anfitrião, que completara 89 anos, mas a homenagem ao brasileiro ofuscou a comemoração. Na reportagem escrita por Alice Granato, com fotos de Anna Kahn e culinária de Francesco Carli, chef do restaurante Cipriani, no Rio de Janeiro, reconstituímos o clima simpático e três dos seis pratos da refeição. Só não conseguimos reproduzir o perfume emanado pelas oliveiras da propriedade.
Esta edição de Gula, modéstia à parte, esbanja charme. A jornalista espanhola Eva Celada, autora do livro Os Segredos da Cozinha do Vaticano (Editora Planeta do Brasil, 2007, São Paulo), estréia como nossa colaboradora enviando de Madri uma reportagem sobre as predileções gastronômicas de suas majestades o rei Juan Carlos, a rainha Sofia, seja no Palácio de La Zarzuela, na capital do país, seja na residência de verão em Palma de Mallorca. Perdoem- nos a ousadia, mas o ilustre soberano poderia ser leitor da Gula. Obviamente, ficaríamos honrados com sua distinção, até porque o consideramos um rei moderno. Também o estimamos por apreciar a fabada, o substancioso cozido de feijões e carnes do norte da Espanha, a tortilla de batatas, a paella e os pratos de arroz em geral. Além disso, ele entende de vinhos, possui uma adega qualificada e prefere os tintos. Bom apetite, majestade!
Publicada na edição 179 (Setembro/2007) da Gula
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