Fumaça tem gosto
Com os charutos, os sentidos gustativos são bastante perceptíveis. É tudo uma questão de sensibilidade prática. As notas de aromas e sabores variam: terra, madeira, floral, especiarias, café, entre outras tantas
Paulo Rogério Bueno
Quando fechamos os olhos e pensamos em um filet mignon com batata sauté e molho de mostarda, o sabor nos vem à boca imediatamente, assim como uma suculenta picanha grelhada ao ponto ou um spaghetti aglio e olio. Isso não ocorre com a mesma facilidade quando as receitas são inovadoras, ou com vinhos diferenciados e de safras limitadas. Imaginemos um Romanée-Conti 2006, com aromas e sabores de violetas, minerais, especiarias asiáticas e frutas azuis...
Os sentidos gustativo e olfativo são chamados de químicos. Por quê? É que seus receptores são excitados por estimulantes homônimos. Convém explicar. Os receptores gustativos são estimulados por substâncias químicas existentes nos alimentos, enquanto exercitamos o olfato com as que se encontram no ar. Esses sentidos trabalham conjuntamente na percepção dos sabores. O centro do olfato e do gosto no cérebro combina a informação sensorial da língua e do nariz. O receptor do paladar é a papila gustativa.
Na superfície da língua, existem dezenas de papilas. Suas células percebem os quatro sabores primários, denominados sensações gustativas básicas: amargo (A), azedo ou ácido (B), salgado (C) e doce (D). De sua associação resultam centenas de sabores distintos. A distribuição desses quatro tipos de receptores, na superfície da língua, não é homogênea. Com os charutos, os sentidos gustativos são bastante perceptíveis. É tudo uma questão de sensibilidade prática. As notas de aromas e sabores variam: terra, madeira, floral, especiarias, café, entre outras tantas.
Aí surgem algumas dicas de charutos para uma harmonização da ceia de Natal e o Réveillon. A Partagás edificou sua reputação sobre dois pilares: grande variedade de opções e um gosto particular, muito pronunciado. Os aromas de especiarias, possantes, são perceptíveis já de entrada, apoiando sabores madeira, às vezes agudos, ou mais suntuosos. O eleito da Partagás foi o Série D Nº 4 (robusto), um sucessor do seu irmão mais velho, o Série D Nº 2 - gran corona com diâmetro de Churchill, hoje classificado entre os esquecidos -, este robusto teve seu momento de glória nos anos 1980, com a voga da bitola. Ele correspondeu à altura: é potente, rápido (apenas 45 minutos de prazer), libera aroma em grande quantidade, com notas de muita madeira e condimentos (nozes, cedro, cravo e café) e se revela bastante sedutor. Costuma ser classificado como charuto de conhecedor.
A Hoyo de Monterrey em sua especificidade reside, efetivamente, em propor sabores suaves e aromáticos, os perfumes açucarados misturandose às ambiências florais num extenso e homogêneo quadro de alternativas, cujo registro - quanto ao gosto - encontra- se em sabores de condimentação pouco acentuada. Entre eles, o escolhido foi o Hoyo de Monterrey Épicure Nº 2 (robusto). Constitui uma opção para a grande maioria dos iniciantes, principalmente dos cubanos. Exibe bouquet floral, acrescido de uma ponta de pão de mel, abre sobre notas frescas e secas de baunilha - enfim, é uma experiência única.
Dentre as datas principais do mundo ocidental estão o Natal e o Ano-Novo. Obviamente, em nenhuma delas o charuto pode faltar, por sua conotação de sucesso, felicidade e alegria. Se você estiver pensando em fazer uma carta ao Papai Noel, pedindo um presente, essas duas dicas de charutos constituem com toda certeza um bom início de um feliz Natal e um muito próspero Ano-Novo.
Os sentidos gustativo e olfativo são chamados de químicos. Por quê? É que seus receptores são excitados por estimulantes homônimos. Convém explicar. Os receptores gustativos são estimulados por substâncias químicas existentes nos alimentos, enquanto exercitamos o olfato com as que se encontram no ar. Esses sentidos trabalham conjuntamente na percepção dos sabores. O centro do olfato e do gosto no cérebro combina a informação sensorial da língua e do nariz. O receptor do paladar é a papila gustativa.
Na superfície da língua, existem dezenas de papilas. Suas células percebem os quatro sabores primários, denominados sensações gustativas básicas: amargo (A), azedo ou ácido (B), salgado (C) e doce (D). De sua associação resultam centenas de sabores distintos. A distribuição desses quatro tipos de receptores, na superfície da língua, não é homogênea. Com os charutos, os sentidos gustativos são bastante perceptíveis. É tudo uma questão de sensibilidade prática. As notas de aromas e sabores variam: terra, madeira, floral, especiarias, café, entre outras tantas.
Aí surgem algumas dicas de charutos para uma harmonização da ceia de Natal e o Réveillon. A Partagás edificou sua reputação sobre dois pilares: grande variedade de opções e um gosto particular, muito pronunciado. Os aromas de especiarias, possantes, são perceptíveis já de entrada, apoiando sabores madeira, às vezes agudos, ou mais suntuosos. O eleito da Partagás foi o Série D Nº 4 (robusto), um sucessor do seu irmão mais velho, o Série D Nº 2 - gran corona com diâmetro de Churchill, hoje classificado entre os esquecidos -, este robusto teve seu momento de glória nos anos 1980, com a voga da bitola. Ele correspondeu à altura: é potente, rápido (apenas 45 minutos de prazer), libera aroma em grande quantidade, com notas de muita madeira e condimentos (nozes, cedro, cravo e café) e se revela bastante sedutor. Costuma ser classificado como charuto de conhecedor.
A Hoyo de Monterrey em sua especificidade reside, efetivamente, em propor sabores suaves e aromáticos, os perfumes açucarados misturandose às ambiências florais num extenso e homogêneo quadro de alternativas, cujo registro - quanto ao gosto - encontra- se em sabores de condimentação pouco acentuada. Entre eles, o escolhido foi o Hoyo de Monterrey Épicure Nº 2 (robusto). Constitui uma opção para a grande maioria dos iniciantes, principalmente dos cubanos. Exibe bouquet floral, acrescido de uma ponta de pão de mel, abre sobre notas frescas e secas de baunilha - enfim, é uma experiência única.
Dentre as datas principais do mundo ocidental estão o Natal e o Ano-Novo. Obviamente, em nenhuma delas o charuto pode faltar, por sua conotação de sucesso, felicidade e alegria. Se você estiver pensando em fazer uma carta ao Papai Noel, pedindo um presente, essas duas dicas de charutos constituem com toda certeza um bom início de um feliz Natal e um muito próspero Ano-Novo.
Publicada na edição 182 (Dezembro/2007) da Gula
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