Paladar brasileiro
Bisneto da princesa Isabel, o príncipe e fotógrafo dom João de Orleans e Bragança é um entusiasta dos sabores típicos do país
POR ALICE GRANATO
FOTO DA RECEITA LUIZ HENRIQUE MENDES
Dom João de Orleans e Bragança, tataraneto de dom Pedro II e bisneto da princesa Isabel, avisa que seus hábitos alimentares são "brasileiríssimos". "Minha família se instalou há 200 anos no país e não cultiva mais os hábitos portugueses", afirma. É realmente apaixonado pelos sabores verdeamarelos. Delicia-se com um prato de feijão com arroz, sua combinação predileta. E aponta a receita que ilustra este texto, o peixe à brasileira, como sua favorita. O pescado vem acompanhado, de feijão e arroz. Quem o prepara divinamente é a cozinheira Isabel dos Santos Silva, que trabalha há sete anos em sua casa de Paraty. "Adoro peixes, e aqui em Paraty eles estão sempre fresquinhos", diz. Costuma degustálos acompanhado de legumes e banana-da-terra. "Não pode faltar também uma boa pimenta malagueta: é a alegria do paladar, como dizia meu pai", afirma ele.
Dom João não é adepto do vinho. Prefere cerveja, como seu pai, dom João Maria de Orleans e Bragança, morto em 2005. "Quando ele voltou do exílio na Europa, a elite da capital, ou seja, do Rio de Janeiro, não costumava tomar cerveja", diz. "Mas, era príncipe e sempre a pedia, passaram a servi-la nas recepções", brinca. "Era o príncipe cervejeiro."
Nascido no Rio, dom João é fotógrafo e viajou o Brasil inteiro por conta de seu trabalho. A experiência lhe permite exaltar as delícias que provou país afora. "A moqueca de siri mole e o caldinho de lambreta, na Bahia, a cajuína, no Piauí, o pato no tucupi e a costela de pacu assado, em Belém, o arroz-de-cuxá, no Maranhão, o pequi, no Centro-Oeste, o feijão-tropeiro, em Mato Grosso", cita sem parar. Dom João não gostaria de esquecer de homenagear nenhum prato que haja conhecido em suas andanças. "Gosto muito de comidas regionais", afirma. Mesmo tendo sangue azul em suas veias, o príncipe, único filho e herdeiro de dom João Maria com a princesa Fátima Chirine, morta em 1990, encanta-se com os sabores dos pratos da culinária mais simples. "Para mim, o maior valor da comida está em sua simplicidade", afirma.
Como viaja muito e vive no Rio de Janeiro, ele não esconde sua paixão por Paraty. "Aqui é meu canto", afirma. Já teve um alambique na região, que fazia a famosa cachaça Maré Alta. "A produção está parada no momento, mas tenho planos de retomá-la", diz. Com qual sobremesa dom João comemoraria os 200 anos da chegada de sua família ao Brasil? Ele não tem dúvidas: goiabada cascão e queijo da Serra da Canastra.
Dom João não é adepto do vinho. Prefere cerveja, como seu pai, dom João Maria de Orleans e Bragança, morto em 2005. "Quando ele voltou do exílio na Europa, a elite da capital, ou seja, do Rio de Janeiro, não costumava tomar cerveja", diz. "Mas, era príncipe e sempre a pedia, passaram a servi-la nas recepções", brinca. "Era o príncipe cervejeiro."
Nascido no Rio, dom João é fotógrafo e viajou o Brasil inteiro por conta de seu trabalho. A experiência lhe permite exaltar as delícias que provou país afora. "A moqueca de siri mole e o caldinho de lambreta, na Bahia, a cajuína, no Piauí, o pato no tucupi e a costela de pacu assado, em Belém, o arroz-de-cuxá, no Maranhão, o pequi, no Centro-Oeste, o feijão-tropeiro, em Mato Grosso", cita sem parar. Dom João não gostaria de esquecer de homenagear nenhum prato que haja conhecido em suas andanças. "Gosto muito de comidas regionais", afirma. Mesmo tendo sangue azul em suas veias, o príncipe, único filho e herdeiro de dom João Maria com a princesa Fátima Chirine, morta em 1990, encanta-se com os sabores dos pratos da culinária mais simples. "Para mim, o maior valor da comida está em sua simplicidade", afirma.
Como viaja muito e vive no Rio de Janeiro, ele não esconde sua paixão por Paraty. "Aqui é meu canto", afirma. Já teve um alambique na região, que fazia a famosa cachaça Maré Alta. "A produção está parada no momento, mas tenho planos de retomá-la", diz. Com qual sobremesa dom João comemoraria os 200 anos da chegada de sua família ao Brasil? Ele não tem dúvidas: goiabada cascão e queijo da Serra da Canastra.
VALDERIR GOMES PONTE
É chef do A bela Sintra, Rua Bela Cintra, 2325, Jardins, tel. (11) 3891-0740, São Paulo, SP.
É chef do A bela Sintra, Rua Bela Cintra, 2325, Jardins, tel. (11) 3891-0740, São Paulo, SP.
Publicada na edição 188 (Junho/2008) da Gula
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