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Sábados de degustações

vino-siteProvas gratuitas no horário do almoço são atrativo em loja-cantina

A Vino! De São Paulo tem degustações gratuitas todos os sábados das 12h às 16h. Elas acontecem com vinhos aleatórios, ou seja, sem definição de uva ou país, mas há sempre a possibilidade de os frequentadores da loja provarem rótulos da Argentina, Portugal, Itália e França, entre outros países.

 

Curso de degustação traz refinados rótulos da Córsega para São Paulo

Com dicas do renomado sommelier Rodrigo dos Santos e comidinhas do chef Mario Lo Sardo, aulas trazem os fundamentos básicos para uma degustação bem sucedida

A cidade de São Paulo conta com um novo local para aprender as particularidades do mundo do vinho. O Empório Sorio – representante exclusivo de vinhos da Córsega no Brasil – entra em fevereiro com um curso básico de degustação para quem deseja aprender a apreciar a bebida em aulas semanais durante o mês. Nos dias 08, 15, 22 de fevereiro e 01 de março, o sommelier Rodrigo dos Santos servirá quatro diferentes rótulos por aula para degustação, entre vinhos brancos, rosés, tintos, espumantes e de sobremesa.

A história do vinho, processos de vinificação e diversidade das uvas – sobretudo as originárias da Córsega (Niellucciu, Sciaccarellu e Vermentinu)  – conceitos básicos de degustação, harmonização e serviço são alguns dos temas discutidos nas aulas. Além dos vinhos, os alunos ainda poderão saborear comidas harmonizadas e preparadas pelo chef Mario Lo Sardo, proprietário da Oficina de Culinária. No dia 01 de março, o encerramento do curso terá um jantar especialmente preparado pelo chef.

              



Loja Empório Sorio
Rua Dr. Augusto de Miranda, 802 – Pompéia
Tel: (11) 4508-2601 - 2925-2601

 

Dioniso Clube de Vinhos

Dois universos em um só: Dioniso Clube de Vinhos promove degustação de rótulos da Johnnie Walker.Embaixador da marca no Brasil ministrou palestra para associados do clube sobre a história da empresa.

O Dioniso Clube de Vinhos promoveu para seus associados, nos últimos dias 01 e 02 de dezembro, uma degustação de whiskies da marca Johnnie Walker, importados pela Diageo. Os rótulos apreciados no evento foram o Red Label, Black Label e Green Label.

O embaixador da marca no Brasil, Colin Pritchard, ministrou uma palestra sobre a história da Johnnie Walker no mundo, que já tem quase dois séculos. Além disso, com muita descontração, falou sobre as características de cada rótulo. Com análises visuais e olfativas, a degustação despertou grande interesse em todos os participantes.

O encontro aconteceu na sede do Dioniso Clube, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1881 na região dos Jardins.

 
Serviço:
Para se associar ao Dioniso Clube, basta acessar o site www.dionisoclube.com.br e clicar no link “associe-se” ou entrar em contato através do telefone: (11) 5525-2412
Valor: R$ 190
Dioniso Clube de Vinhos

 

Embarque nessa: 10 australianos com Shiraz

A degustação do mês apresenta vinhos da terra do canguru em uma faixa média de preços, com boa avaliação

A Austrália é um país que surpreendeu o mundo do vinho há pouco mais de 20 anos, sobretudo quando seus enólogos passaram a correr o planeta oferecendo consultorias e surpreendendo com suas novas técnicas de vinificação. Credita-se a eles a ideia do “vinho de sarrafo”, truque que consiste em colocar pedaços de carvalho novo nas cubas de aço para tonificar o vinho com o gosto da madeira. Por sua enorme produção tornou-se um grande exportador, gerando a crítica mais comum: a da padronização de aromas e sabores, liderando a lista daquilo que se convencionou chamar, meio pejorativamente, de “vinhos do Novo Mundo”.

A falta de identidade própria alegada pelos críticos mais ferozes pode ser creditada ao fato de que o país, possuindo cerca de 800 vinícolas, tem seu mercado dominado por apenas quatro grandes grupos – BRL Hardy, Mildara-Blass, Orlando e Southcorp Wines, que não expressam as pequenas diferenças de clima e solo em seus produtos, ao utilizar uvas de várias regiões. Por isso, as pequenas vinícolas se esforçam para oferecer uma identidade que fuja do padrão das grandes empresas. Mesmo estas produzem alguns rótulos de exceção, mas o preço escapa daquela que é a maior virtude do vinho australiano: a boa relação custo/benefício.

As variedades de uvas mais plantadas são: em primeiro lugar a Shiraz (a Syrah do sul da França), Cabernet Sauvignon, Grenache, Pinot Noir, Sultana, Muscat Gordo Blanco, Chardonnay, Riesling, Semillon e Colombard. O Estado de South Australia domina o mercado de vinhos, com seis das principais regiões produtoras (Barossa, Clare Valley, McLaren Vale, Adelaide Hills, Coonawarra e Riverland). Outras regiões também importantes são Hunter Valley, perto de Sydney; Yarra Valley e Mornington Peninsula, próximas a Melbourne; Margaret River, próxima a Perth e a Tasmânia.

A degustação de GULA mostrou que esses vinhos não são exatamente padronizados, com nuances bem marcadas de acordo com sua procedência ou vinificação. Há diversidade no que poderia ser previsível. São vinhos que representam uma boa possibilidade para o consumidor brasileiro, com os oito primeiros colocados na mesma faixa média de preço e uma qualidade que justifica sua compra.

Para a agradável tarefa de provar os caldos australianos, GULA contou com a taça em riste dos enófilos Luiz Bueno da Silva e Ilton Magalhães, aos quais a revista agradece.

 

A ótima da Sicília

Prova de vinhos com a uva Nero D'Avola revela: Rótulos mais caros recebem notas altas. Mas diferença não é grande em relação àqueles de preço médio.

A expressão virou lugar comum, mas é irresistível: o vinho com a uva Nero d’Avola exprime a alma da Sicília. E há muito tempo.

Credita-se aos fenícios o início do plantio de videiras na grande ilha ao sul da Itália, mas sabe-se com certeza que os gregos e depois os romanos expandiram essa cultura baseados na boa receptividade do solo e do clima locais, inclusive nas terras negras em torno do vulcão Etna.

Se o doce vinho Marsala também faz as honras da ilha, sobretudo a partir do século 18, a dócil Nero d’Avola traz uma certidão de nascimento inequívoca, embora não se consiga determinar a data com precisão. Os historiadores indicam com certeza que nos anos 800 o vinho feito com ela era exportado para a França, onde era usado para dar cor e corpo aos produtos locais menos vigorosos.

Esse estigma – servir apenas como vinho de corte – perseguiu a Nero d’Avola pelos séculos seguintes e, somente a partir da década de 1970, viticultores e vinicultores passaram a dar maior importância ao seu cultivo e a explorar suas virtudes. Hoje, cerca de 12 mil hectares são plantados na ilha, principalmente na província de Siracusa, em Eloro, Pachino e Noto. O clima quente realça a concentração de açúcar na Nero d´Avola e é comum, como pudemos observar nessa nossa degustação, um volume em álcool de 14% ou mais.

Isso determina vinhos com boa estrutura e frutados, mas sem taninos agressivos e acidez correta. Para a prova, reunimos 14 opções em que a presença da Nero d’Avola era obrigatória. A maioria é 100% com essa uva, mas há cortes com Syrah e pelo menos um que também recebe a companhia da Cabernet Sauvignon. GULA contou, para a agradável tarefa, com a colaboração dos enófilos Luiz Alberto de Carvalho e Ilton Magalhães, aos quais agradecemos. A pontuação média dos três degustadores (até 100) mostrou ao final que, embora os mais caros predominem nos primeiros lugares, a diferença não é tão grande em relação àqueles de preço médio.
 

A DESGUSTAÇÃO

Os vinhos estão apresentados de acordo com sua classificação em pontos.

LDRAPPO NERO D’AVAVOLA 2003
90
Da vinícola Benanti, esse belo vinho pode ser descrito como a essência da uva
que lhe dá origem. Com 13,5% de álcool, seu aroma e gosto marcados pela fruta
vermelha madura e intensa agradam muito. Os taninos são aveludados e o final
se expande, repercutindo por um bom tempo.
R$ 229 (Enoteca Fasano)

 

 

 

 

MAHÄRIS 2006
90
Do Feudo Maccari, este é um Nero d’Avola com 14,5% de álcool que ganhou a
companhia da Syrah e da Cabernet Sauvignon. Consequência: um vinho de forte
presença ao olfato, com notas de torrefação e cacau. Seu corpo cheio e defumado
mostra taninos redondos e longa persistência.
R$ 290 (Grand Cru)

 

 

 

 

 

CUSUMANO
SÀGANA 2006
89

Potentes aromas típicos da Nero d’Avola, com bastante fruta madura, ameixa seca
se sobressaindo. Corpo bem-estruturado, amadeirado e com taninos na medida
certa, assim como a acidez. Final longo.
R$ 180 (Inovini*)

 

 

 

 

 

SAIA NERO
D’AVAVOLALA 2006
89

Do produtor Feudo Maccari, mostra a tipicidade aromática da uva, com frutas vermelhas
maduras e cedro. Boa estrutura na boca, com taninos e acidez aprazíveis.
Os 14% de álcool não pesam. Final persistente.
R$ 130 (Grand Cru)

 

 

 

 

 

‘A NACA ROSSO 2006
89
Da vinícola Calatrasi, baseado na Nero d’Avola (95%), com aromas de frutas vermelhas
em compota e alguma lembrança de tabaco. Ligeiramente adocicado, próprio da uva.
Os taninos reagem bem à demanda, bem coordenados com os 14,5% de álcool.
R$ 169 (Ravin)

 

 

 

 

 

CUSUMANO
BENUARA 2007

88,5
Um Nero d’Avola com a presença sedutora da Syrah. Aromas bem--marcados de frutas
maduras, como a ameixa, e corpo que se expande bem na boca, com taninos gostosos.
Boa relação qualidade-preço.
R$ 78 (Inovini*)

 

 

 

 

 


 

IL MORO NERNERNERO
D’AVOLA 2004
88,5

Do produtor Valle Dell’Acate, com 13,5% de álcool. Frutas vermelhas em compota, mostrando
a idade.Taninos amansados, acidez suave, mas ainda reagindo bem na boca, com alcaçuz e
elegância.
R$ 113 (Vinea)

 
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